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Tinha tudo para ser um governador de transição, de passagem. Afinal, um mandato curto prenunciava limitadas possibilidades de longos vôos administrativos. E havia um dado adicional: a tarefa de substituir o governador José Richa, altamente popular e com acervo de ações modernizadoras do Estado, não seria fácil.
João Elísio Ferraz de Campos superou, no entanto, os dois obstáculos sem dificuldades: seus dez meses de Governo, de maio de 1986 a março de 1987, foram não apenas férteis, industriosos, mas sobretudo mostraram a contemporaneidade do futuro que identificaria o governador de "transição". As marcas mais salientes de uma revolução silenciosa que ele promoveu estão neste livro Seu nome é João, do jornalista Aroldo Murá G.Haygert.
Resgate histórico
Longe de ser obra de hagiologia, de elogios, o livro recupera um período pouco documentado, mas absolutamente inovador. Vejam-se alguns exemplos que, por si sós, justificariam a edição: a criação da Secretaria de Assuntos Fundiários do Paraná foi de um pioneirismo impressionante para seu tempo e serviu de modelo para outros Estados; quando a tecnologia da informação engatinhava entre nós, fruto das limitações impostas pelo governo militar, João revolucionou o ensino público, nele introduzindo a Informática; ampliou as propostas de inclusão do Paraná no projeto de globalização, promovendo jornadas empresariais para o exterior.
A China, resultado de uma sensibilidade administrativa singular, foi um dos alvos dessas garimpagens. Que importância global tinha a China na época? Estes são apenas alguns pontos salientes que o leitor identificará nesta autêntica "descoberta do tempo perdido". Um descoberta essencial para o presente e o futuro do Paraná. Cód. Produto: 2121
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